Na periferia de SP, mutirão da Aliança de Bolsonaro inclui exaltação a Moro

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Voluntários encaram apoiadores e críticos na coleta por assinaturas para criar sigla do presidente. “Onde eu assino?”, diz um dos que passam pela calçada em sinal de apoio direto ao ver o grupo de apoio.

Um grupo de 11 voluntários bolsonaristas tem rodado a periferia paulistana atrás de apoiadores.

Para concorrer no pleito municipal de outrubro deste ano, a Aliança tem até 4 de abril para apresentar ao menos 492 mil assinaturas e ainda obter a validação pela Justiça Eleitoral. A meta tem sido considerada improvável por Bolsonaro, que reconhece a possibilidade de só viabilizar a sigla para a eleição presidencial de 2022.

Na tentativa de inibir fraude, resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) diz que a ficha para cadastro deve apresentar a assinatura do futuro filiado e de uma testemunha. Qualquer falha pode invalidar os registros.

O apoio segue por várias cidades do país…

Por isso, os eventos de coleta de assinaturas, que começaram no fim de 2019, após Bolsonaro sair do PSL, vêm se intensificando ao longo das primeiras semanas de 2020. Os organizadores da campanha têm atuado em pontos nas calçadas públicas, em igrejas evangélicas e cartórios, além de mutirões, como na última quinta feira em SP.

Quem chega para assinar fazia questão de elogiar o ministro. O empresário Caio Capelleti, 31, estava indo ao banco quando viu a tenda bolsonarista. “Gosto do Moro e apoio 70% do governo Bolsonaro”, afirmou.