O ministro venezuelano das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, pediu, nesta quarta-feira (27), na ONU, uma reunião entre o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e dos Estados Unidos, Donald Trump, para tentar encontrar uma saída para a crise.

Em discurso ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra, Arreaza disse que o presidente Maduro “está pronto para o diálogo (…) mesmo com os Estados Unidos”.

Ele disse que a Venezuela está sendo “ameaçada” por forças militares e que é preciso “parar essa guerra”. “Não quero voltar aqui ano que vem para contar os marines americanos e de venezuelanos mortos”.

O governo do presidente americano Donald Trump, hostil ao presidente socialista, considera ilegítima a recente reeleição de Maduro. A administração Trump reconheceu em 23 de janeiro o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Washington declarou que não descarta nenhuma opção, incluindo a militar, para promover a saída de Maduro do poder. O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou no fim de semana ter certeza de que “os dias de Maduro estão contados”.

Aliados de Maduro

Os ministros das Relações Exteriores da China e da Rússia afirmaram, nesta quarta, que são contrários a uma ação militar na Venezuela. O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, considerou que a ajuda humanitária oferecida pelos EUA para a Venezuela era um pretexto para uma intervenção armada.

“Trabalhamos com todos os países preocupados, como nós, com a ideia de uma interferência militar”, afirmou em Wuzhen (leste de China), durante uma reunião trilateral programada há muitos meses com seus colegas da China e Índia.

Quase 50 países reconheceram Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Nicolás Maduro tem o apoio da Rússia e da China. Esta última pode temer que um governo liderado pela atual oposição não pague os bilhões de dólares que Pequim emprestou a Caracas.

Washington pedirá esta semana uma votação no Conselho de Segurança da ONU para uma resolução que permita a entrada de ajuda humanitária. Moscou deve utilizar seu poder de veto.

Fonte: As informações iniciais são do jornal ‘Folha de São Paulo’.