Comissão de Moradores pedem apoio da Polícia Militar e da Subprefeitura da Penha

Os moradores do bairro Cangaiba, da Subprefeitura da Penha montaram uma Comissão pedindo o fim do pancadão no Jardim Piratininga, mais conhecido como Pancadão do Pira e fizeram um abaixo assinado com centenas de assinaturas, abrangendo o Jd. Piratininga, o Jd. São Francisco e a Vila Paulistânia. Os moradores dizem que sofrem com o pancadão há mais de 10 anos, mas não é mais possível tolerar porque não há limite e respeito por parte dos comerciantes de bares e adegas que contratam os carros de som.

Segundo a denuncia que recebemos antes o pancadão era uma vez na semana, passou pra duas e agora são três dias que “o pancadão começa às 22h, explode à meia noite, aumenta mais na madrugada, indo até às 8h da manhã”, sem preocupação com as leis de perturbação de sossego e, principalmente, com os decretos que regulam o funcionamento de bares na pandemia, ignorando os apelos dos moradores da região.

Uma moradora da comissão diz que “parece que na pandemia esse inferno ganhou força com os bares e adega que fazem uma corrente de aglomeração aqui na R. Olga Artacho.”Outro morador diz que algumas adegas são responsáveis pela contratação de carros de som que emitem um som ensurdecedor que chega às outras vilas. O som vem, geralmente, de um Fiat Palio Cinza e às vezes de uma carreta que tocam por 8 horas sem cessar. Outra moradora completa que os bares da R. Olga Artacho também ficam abertos, incentivando a aglomeração nesse período de pandemia.

O Abaixo-Assinado foi encaminhado à Subprefeitura da Penha, pedindo a força da Polícia Militar, Agentes Vistores e Vigilância Sanitária e a Comissão de Moradores que organizou o documento foi orientada a protocolar as solicitações junto ao CONSEG- Conselho de Segurança Pública que é um órgão de apoio à Polícia Militar. O CONSEG Penha pertence à área do 10º D.P / 3ª Cia. 51ºBPM.

Um morador desabafa que a intenção não é prejudicar ninguém, mas que os frequentadores não se importa em prejudicá-los, se o diálogo não foi possível quem sabe com as autoridades a questão se resolva e o pancadão mude de lugar para outro com menos residências. “Sofremos todo tipo de privação em nossa comunidade, não é possível que sejamos privados também do sono e de ouvirmos o que quiser dentro de nossas casas. Parecemos zumbis, aguentamos muito tempo o desrespeito às leis de perturbação do sossego e o desamparo das autoridades competentes, estamos adoecendo e no limite, se o comércio que é para nos atender não nos respeitam, não há mais porque nos importarmos, não é possível que a lei exista para nos amparar e 4 ou 5 bares adoeçam milhares de mães e pais de família.”