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Nova secretária da Cultura da cidade de SP toma posse, e Nunes nega redução de verbas e mudanças de rumo na pasta

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O prefeito de SP prometeu que vai destinar ao menos R$ 750 milhões para a Cultura em 2022 e disse que a pasta será importante para a retomada dos empregos na cidade. Nova secretária, Aline Torres afirmou que vai trabalhar para que a capital tenha “Cultura inclusiva e de oportunidades para todos”.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), deu posse nesta segunda-feira (30) à nova secretária municipal de Cultura, Aline Torres (MDB), após a saída de Alexandre Youssef da pasta.

Na cerimônia de posse, Nunes negou mudanças de rumo na gestão da Cultura da cidade e afirmou que continuará a mesma da gestão Bruno Covas (PSDB), morto em maio em virtude de um câncer.

Na carta de despedida da pasta, o agora ex-secretário Alê Youssef havia alegado que deixava o posto por incompatibilidade ideológica e escassez de verbas. Nunes rebateu a argumentação e prometeu que a cidade terá mais verbas para a Cultura no orçamento de 2022, ultrapassando a marca de R$ 750 milhões.

“Me parece que houve algum choque de informação com relação aos investimentos da Cultura. O Bruno Covas já vinha firmemente valorizando a Cultura na cidade, aumentando o orçamento. Em 2019, o orçamento da Cultura foi de R$ 55,3 milhões, em 2020, R$ 580 milhões e, em 2021, até agora, R$ 608 milhões. E para o ano que vem eu reafirmo, até porque conta dos vereadores terem aprovado a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que eu sancionei, dizendo que o orçamento da Cultura para o ano que vem não poderia ser menor que o deste ano”, declarou o prefeito.

E finalizou: “Está sancionado. O risco de ser um orçamento menor é zero. Tá garantido em lei. E digo mais: será superior a R$ 750 milhões. É uma decisão minha”.

O prefeito da capital paulista também afirmou que foi pego de surpresa com a saída de Alê Youssef da Secretaria Municipal de Cultura e disse que, ao pedir demissão, ele havia dito que tocaria um projeto pessoal.

“Tive a surpresa quando o secretário Alê [Youssef] me procurou, comunicando que sairia da prefeitura por conta de um projeto pessoal privado. E aí foi muito repentino a decisão que me foi trazida. A partir daquele momento eu tinha uma grande responsabilidade de fazer a indicação de alguém para substituir o Alê, que fosse à altura do trabalho que ele vinha desenvolvendo”, afirmou.

Segundo o prefeito, o acréscimo no orçamento da Cultura para o ano de 2022 mira a recuperação econômica da cidade, especialmente na periferia.

“A gente vai precisar muito de ter a Cultura como um mecanismo importante de fazer a retomada econômica, principalmente nas áreas periféricas da cidade, onde estão as pessoas de maior vulnerabilidade e de maior necessidade. (…) A Cultura na cidade de São Paulo não terá nenhuma mudança de percurso, como já vinha na gestão Bruno Covas. É a gestão Bruno Covas”, afirmou.

A nova secretária de Cultura da cidade de São Paulo, Aline Torres, chora ao tomar posse neste segunda-feira (30).  — Foto: Reprodução/Youtube
A nova secretária de Cultura da cidade de São Paulo, Aline Torres, chora ao tomar posse neste segunda-feira (30). — Foto: Reprodução/Youtube

Nova secretária

Ao discursar já como secretária, Aline Torres chorou ao lembrar do esforço da mãe, que é empregada doméstica, em criar as duas filhas e proporcionar estudo, mesmo sem formação acadêmica.

Mulher negra e oriunda da periferia da capital, Torres afirmou que vai trabalhar para uma Cultura inclusiva na cidade e para que outros jovens negros possam ter oportunidades.

“Daqui eu tenho o compromisso de lutar para que seja cada dia menos difícil para quem sair de onde eu saí, chegar até aqui onde estou. Não posso ser única e não serei a única. Somos muitos os capacitados”, disse ela.

“É nosso dever construir uma nova era, mais inclusiva, mais representativa e próxima das pessoas. Nesse momento de pandemia, com reflexos sociais, é nosso papel trabalhar para que a Cultura seja determinante na retomada dos empregos, investimento e geração de renda na cidade”, afirmou.

Aline tem 35 anos e é formada em Relações Públicas, com pós-graduação em Gestão de Projetos Culturais. Antes de ser nomeada, ocupava o cargo de secretária-adjunta de Inovação e Tecnologia.

Ativista dos movimentos negro e feminista, Torres foi candidata a vereadora em 2020 em São Paulo pelo MDB. Nas eleições de 2018, tentou uma vaga como deputada federal pelo PSDB.

A nova secretária de Cultura da cidade de São Paulo, Aline Torres.  — Foto: Reprodução/Facebook
A nova secretária de Cultura da cidade de São Paulo, Aline Torres. — Foto: Reprodução/Facebook

Mudança na pasta

Alexandre Youssef, pediu demissão da Secretaria da Cultura na quinta-feira (25). É a segunda vez que ele deixa a pasta.

Em carta de despedida, sem citar diretamente o prefeito Ricardo Nunes (MDB), o secretário disse que, “com a partida do prefeito Bruno Covas, com quem estabelecemos laços de confiança que projetavam o ambiente político necessário”, surgiram “explícitas diferenças e óbvias incompatibilidades” do ponto de vista ideológico e prático para que continuasse no cargo.

Ale Youssef e Ricardo Nunes conversam durante show da Orquestra Filarmônica Santo Amaro em julho — Foto: Marcelo Pereira/Prefeitura de SP
Ale Youssef e Ricardo Nunes conversam durante show da Orquestra Filarmônica Santo Amaro em julho — Foto: Marcelo Pereira/Prefeitura de SP

Youssef afirmou também que, além das dificuldades “do ponto de vista ideológico com a dificuldade na compreensão do caráter libertário, transformador e independente da cultura”, enfrenta na pasta “muitas dificuldades para os descongelamentos de verbas em 2021 e barreiras claras para o aumento substancial do orçamento da Secretaria para 2022”.

Em março de 2020, ao deixar o cargo durante a gestão de Bruno Covas, morto em maio, o secretário foi substituído pelo diretor artístico do Theatro Municipal Hugo Possolo. Na ocasião, saída de Youssef ocorreu para que ele se filiasse ao partido Cidadania e integrar uma “possível chapa” com Covas. Contudo, Ricardo Nunes foi escolhido para encabeçar a chapa de recandidatura de Covas na época.

O secretário de Cultura de SP, Alê Youssef, alvo de crítica dos organizadores de blocos de SP.  — Foto: Reprodução/Acervo Pessoal
O secretário de Cultura de SP, Alê Youssef, alvo de crítica dos organizadores de blocos de SP. — Foto: Reprodução/Acervo Pessoal

Histórico

Mestre em filosofia política, advogado e fundador do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, Alexandre Youssef foi indicado ao cargo em janeiro de 2019, após mudanças promovidas por Bruno Covas na gestão municipal.

Quando assumiu, Youssef prometeu ser interlocutor com blocos do Carnaval de rua, além de rever o calendário cultural da cidade e promover parcerias com o setor privado.

Durante a organização da festa este ano, o secretário chegou a ser alvo de críticas dos organizadores dos blocos. Ao final da folia, avaliou positivamente o resultado e defendeu que problemas como violência e assaltos foram decorrentes de questões maiores da sociedade.

Fonte: G1

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