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Em 2018, 164 armas desse tipo foram retiradas de circulação. No ano passado, número subiu para 200. Dados são da Secretaria da Segurança Pública (SSP).

A quantidade de fuzis apreendidos em todo o estado de São Paulo entre janeiro e novembro de 2019 supera em 22% as apreensões registradas no mesmo período de 2018.

Em 2018, 164 armas desse tipo foram retiradas de circulação. Já no ano passado, o número subiu para 200, de acordo com dados da Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo (SSP).

Uma grande apreensão de fuzis do ano passado se deu na noite de 21 de novembro, quando a Polícia Civil apreendeu dentro de uma casa no Itaim Paulista, na Zona Leste da capital, sete armas desse tipo, além três metralhadoras calibre .50, usadas em assaltos contra carros-fortes e empresas de valores (elas também são capazes de derrubar helicópteros).

Um mês antes, no fim e outubro, a Polícia Militar apreendeu em uma casa de encontro de casais no Brás, na região central de São Paulo, pertencente a um chinês de 31 anos, um fuzil com mira laser, pistolas e munição.

Análise

O especialista Rafael Alcadipani, professor da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, vê como positivo o aumento das apreensões de fuzis no Estado.

“Isso termina por enfraquecer o crime organizado, muito da força das organizações criminosas está no fato de elas possuírem esset tipo de armamento. São armas de guerra, que não podem estar presentes nas ruas. A retirada de fuzis de circulação tem de ser uma prioridade da política de seguança pública de qualquer estado brasileiro.”

Por outro lado, na avaliação do especialista, o maior número de fuzis retirados de circulação pode indicar que mais armas desse tipo estejam circulando.

“Tivemos um aumento expressivo de apreensões de cocaína no último ano, o que pode ter relação com uma maior quantidade de fuzis circulando. Será que não está chegando mais fuzil por aqui? Se isso estiver ocorrendo, é um dado preocupante.”