Imagens de satélite do Inpe apontam que vento deslocou fuligem de queimadas para São Paulo. Céu fica mais escuro e condição pode provocar ‘chuva escura’.

Uma nuvem de fumaça provocada pelas queimadas no Pantanal avança sobre o estado de São Paulo. A nuvem que foi deslocada por ventos deixa o céu mais escuro e pode provocar fenômenos como ‘chuva escura’.

Imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que a fumaça vinda da região Centro-Oeste está passando por São Paulo. A fumaça foi carregada da região central do país para a região Sul e Sudeste por ventos que são normais nessa época do ano.

“A gente percebe claramente pelas imagens de satélite uma região de alguns milhões de quilômetros quadrados, probabilidade de cinco, seis milhões de quilômetros quadrados, cobrindo toda parte central do Brasil e América do Sul e essa fumaça escoando em direção ao Oceano Atlântico conforme a circulação dos ventos”, explicou Alberto Setzer, coordenador do programa de queimadas do Inpe.

Nuvem de fumaça provocada por queimadas no Pantanal chega ao céu de São Paulo — Foto: Reprodução/Inpe

A nuvem de fumaça deixa o céu mais escuro e pode provocar consequências, como a “chuva escura”. O fenômeno ocorre quando o vento traz a fumaça das queimadas até uma área onde existem nuvens de chuva.

“As gotículas de chuva, à medida que elas caem, vão colidindo com as partículas de fumaça e vão arrastando essas partículas. Ela vai grudando e trazendo para o chão essas partículas. Quando acontece com uma intensidade maior, acaba caindo uma chuva escura”, explica o meteorologista Giovanni Dolif, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais.

No último final de semana, a chuva de coloração escura ocorreu em regiões do Rio Grande do Sul. Também há registros em Santa Catarina. Setzer lembra ainda que São Paulo já registrou o fenômeno em agosto de 2019.

“Tivemos no ano passado um caso que ficou muito em evidência, muito famoso, em 19 de agosto de 2019, quando o céu em São Paulo ficou preto, muito escuro. Naquela ocasião, o que houve foi uma combinação entre a frente que estava entrando em São Paulo e a fumaça das queimadas estava vindo da região amazônica”, disse.

Veja abaixo como a fumaça aumentou entre de julho a setembro. As imagens de satélite são do monitoramento do Inpe e mostram a evolução. A faixa marrom aponta o volume de fumaça na atmosfera:

No último final de semana, a chuva de coloração escura ocorreu em regiões do Rio Grande do Sul. Também há registros em Santa Catarina. Setzer lembra ainda que São Paulo já registrou o fenômeno em agosto de 2019.

“Tivemos no ano passado um caso que ficou muito em evidência, muito famoso, em 19 de agosto de 2019, quando o céu em São Paulo ficou preto, muito escuro. Naquela ocasião, o que houve foi uma combinação entre a frente que estava entrando em São Paulo e a fumaça das queimadas estava vindo da região amazônica”, disse.

Veja abaixo como a fumaça aumentou entre de julho a setembro. As imagens de satélite são do monitoramento do Inpe e mostram a evolução. A faixa marrom aponta o volume de fumaça na atmosfera: