Eduardo Micheletto: Passada mais uma eleição majoritária no Brasil, na qual elegemos um novo presidente da república, novos senadores, deputados estaduais e federais e governadores. Até então, o que deveria ser festa, euforia, ou ao menos, sensação de melhoria, é constada de forma triste através de alguns fatos. Cerca de 1/3 do Congresso Nacional, ou seja, 160 deputados e 38 senadores, respondem a 540 acusações de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa e até, assédio sexual.

É verdade que muitos candidatos corruptos não foram eleitos, casos de Dilma e Fernando Pimentel, em Minas Gerais, e Eduardo Paes e Lindbergh Farias, no Rio de Janeiro, e que a Lei da Ficha Limpa acabou tirando outros tantos da corrida política, como Anthony Garotinho, no Rio e Lula, que pleiteava ser presidente de República pela terceira vez,  porém, os números acima mostram, que os “antigos caciques” ainda mandam e desmandam no nosso pais, e que o “Fundo Partidário”, que financia as campanhas, é algo que deve ser combatido e retirado desta história, pois é um dinheiro público, muito mal-empregado, mal utilizado e principalmente, mal gerido.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, dos 35 partidos registrados, 34 receberam verba do chamado Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), apenas o Partido NOVO não utilizou esta prática, que custou R$ 1.716.209.431,00 aos cofres públicos. Imagine quantos hospitais, escolas, creches poderiam ser construídos como esse montante? Por isso, a tão aclamada “Reforma Política” deve ser realizada imediatamente.

Vimos que a tal renovação política, exigidas nas ruas, através das inúmeras manifestações espalhadas nos quatro cantos do pais, não resultaram em algo prático,  apenas em discussões ou teorias conspiratórias sobre o candidato A, sobre o candidato B. Perdemos tempo discutindo as “Fake News”, e acabamos nos esquecendo das notícias verdadeiras, aquelas de interesse público, e que realmente vão mudar as novas vidas.

Torcemos para os eleitos, como se estivéssemos num campo de futebol, vendo um Corinthians x Palmeiras, por exemplo. Precisamos aprender a diferenciar os fatos da chamada “paixão partidária”, e principalmente, colocar em primeiro lugar a retomada do desenvolvimento econômico e social.

E torcermos sim, para que os candidatos eleitos façam o melhor governo possível, e para que ao final do governo Bolsonaro, os brasileiros possam se orgulhar de um novo país.

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