Expectativa por produtos com um preço mais em conta pode terminar em prejuízo; pesquisar valores é uma das alternativas para evitar os possíveis golpes


Henrique Santos: Mesmo com o décimo terceiro no final do ano, dificilmente os brasileiros não aproveitarão as promoções para garantir aquele “pé de meia” e, quem sabe, ter um dinheiro guardado em caixa. Uma dica, para driblar os problemas sem abrir mão da troca de presentes, é a Black Friday. A expectativa para o dia 23 de novembro é que haja um grande número de lojas com produtos mais baratos, porém a ansiedade por preços mais em conta também podem leva-lo a uma armadilha.

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Além de tentar ludibriar o público, alguns e-commerces não estão nem um pouco preocupados com o direito dos consumidores. Nessas horas, é importante entender como funciona essa relação de compra e, sobretudo, pesquisar sobre os fornecedores antes de concluir uma aquisição.

“{…} o primeiro passo é a pesquisa previa dos preços antes da Black Friday, estabelecendo os produtos que pretende comprar e marcando os preços para não correr o risco de ser pego de surpresa por descontos enganadores. Caso isso ocorra, cabe denunciar as empresas praticantes e, até mesmo, boicotar no futuro”, explica ao Grupo Acontece o advogado Gilberto Bento Jr, sócio da advocacia Bento Junior Advogados.

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Segundo ele, clichês como “tudo pela metade do preço” devem soar como alertas para redobrar a atenção, ainda mais quando o fornecedor não possui reconhecimento no mercado. Só ano passado, o número de reclamações de propagandas enganosas na Black Friday bateu o recorde e aumentou 17%, conforme a pesquisa elaborada pelo portal Reclame Aqui.

Outra questão que também pode levar o consumir a se sentir lesado é o descaso de algumas empresas na hora de lidar com a reparação de produtos defeituosos, prazos de entrega violados e entre outros mal-estares que levam a danos morais. Conhecer os seus direitos é essencial, explica Bento Jr.

“O código de defesa do consumidor permite, em seu artigo 49, que o consumidor se arrependa da compra que fez em até sete dias corridos. Assim, sempre que você perceber que fez uma compra que não deveria ter feito, por qualquer motivo (não é necessário justificar), pode pedir o cancelamento sem qualquer custo”, conclui.

Assim, não seja impulsivo com a queda dos abusivos preços de alguns produtos. Seja racional, faça listas, cheque os antecedentes dos vendedores através do Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) e estabeleça previamente um limite para gastar. Afinal, você não quer que sua Black Friday vire uma “Black Fraude”.

 

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