Músico e filósofo, Carlos Strabelli atuou na área social entre as décadas de 70 a 80; fieis prestaram homenagens através das redes sociais

Conhecido pelas lutas em prol da zona leste no período da ditadura militar, Carlos Strabelli veio a falecer na manhã da última terça-feira, 8, em sua casa aos 67 anos. O enterro, realizado no Cemitério da Penha, foi dirigido pelo Bispo Dom Angélico, contando com a presença de amigos e familiares. Além disso, fieis prestaram homenagens ao padre através das redes sociais.  

“Ele foi padre na igreja São Francisco, de Ermelino Matarazzo, no início dos anos 80. Grande profeta da Justiça, da fraternidade e da paz. Carlos viveu radicalmente o evangelho defendendo os pobres, os excluídos, os injustiçados e os esquecidos do sistema dos poderosos. Hoje, com certeza, o Carlos estará ouvindo do Ressuscitado: Vinde filho querido para o Reino dos Céus”, escreveu o Padre Ticão.

Nascido no ano de 1951, Strabelli começou a sua vida pastoral quando completou 10 anos de idade. Concluiu o Ensino Fundamental e Médio na Congregação Redentorista de Missionários e, anos depois, se formou em Filosofia e Teologia pelo instituto Teológico de São Paulo (ITESP). As primeiras ações de movimentos populares, que envolveram a sua participação, foram realizadas na Igreja de São Miguel Paulista, localizado no leste da capital.

Padre Carlos Strabelli também foi responsável por assessorar a formação de lideranças na cidade. A ideia, segunda uma entrevista dada por ele em 2017 ao portal do Memorial da Resistência de São Paulo, era lutar por melhorias em bairros que levam o rótulo de periféricos e que apresentam uma baixa qualidade de vida.

Em 1979, resolveu deixar a ordem religiosa e dar continuidade à militância contra a ditadura civil-militar imposta no período. Um tempo depois, casou-se com a professora e educadora social Beth Strabelli, com quem teve três filhos.

Carinhosamente chamada de “Carlão”, Strabelli chegou a morar no estado da Bahia durante parte da sua vida e, segundo pessoas próximas, retornou com a saúde debilitada. Ainda sim, passava parte do seu tempo livre prestando ajuda e suporte aos coletivos populares. Participando de diversos projetos sempre que era possível ou convidado.

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