Mesmo após o estado de São Paulo entrar na fase mais restritiva do plano de contenção do governo contra a propagação da Covid-19, os “famosos pancadões”, não param de acontecer na cidade.

Bairros extremos da Zona Sul, como Capão Redondo, Grajaú e Paraisópolis são o principal foco destas festas, que além de “aterrorizar” a vida dos moradores, devido ao alto barulho, expõem a vida de todos.  

No Jardim Ângela, moradores relataram som alto, movimento de motos e concentração de pessoas na rua. A situação preocupa moradores. Além do risco dos frequentadores dos bailes serem contaminados, eles podem transmitir o vírus para pessoas próximas, como parentes que estejam no grupo de risco. “Não estão levando a sério”, comenta um morador.

O Ministério da Saúde recomenda que a população só saia de casa se for inevitável. A medida é uma forma de evitar o novo coronavírus, porém não é isso que vemos nos bairros mais periféricos.  Além disso, a região possui um maior risco de contágio para a doença, 27%, sendo que a cidade como um todo, possui 25%.

“Os bailes começam às 20h da sexta-feira, e só terminam no dia seguinte, por volta das 7h da manhã. É um inferno. Isso porque, estas “festividades” voltam a acontecer no sábado à noite, e só terminam no domingo pela manhã”, ou seja, são três dias seguidos, com um barulho ensurdecedor, uso de drogas e bebidas, além das motos acelerando o tempo inteiro. Barulho pelo qual parecem rajadas de metralhadoras. O bairro está se tornando um viveiro para o Covid. E os moradores, além de não conseguirem dormir, estão correndo os riscos da pandemia”, conta uma moradora do Jardim Capelinha.

No último final de semana, uma ação conjunta do Governo do Estado e da Prefeitura de São Paulo flagrou uma festa clandestina para 130 pessoas no Grajaú. Além disso, o Comitê da Blitze autuou dois cassinos, localizados nos bairros da Saúde e Indianápolis.

Qualquer pessoa pode denunciar festas clandestinas e funcionamento irregular de serviços não essenciais pelo telefone 0800-771-3541 e também no site do Procon ou pelo e-mail [email protected].

por: Eduardo Micheletto