Problemas na estrutura e risco de assaltos persistem desde fevereiro na Vila Perracine.

Depois de ficar interditada por falta de segurança, a passarela da Vila Perracine, em Poá, continua com as mesmas condições precárias para os pedestres.

Em fevereiro, a administração municipal disse que estava elaborando um projeto para abrir licitação e consertar a estrutura. Porém, até o momento, nada foi feito.

Solange Martins usa a passarela com frequência e disse que a sensação é como se o tempo não tivesse passado por lá. “Eu trabalho dia sim, dia não, eu passo aqui. E nada de obra nenhuma.”

A escora de ferro, o remendo de cimento e os demais problemas continuam: o desnível da grade de proteção e as vigas de ferro estão saindo do concreto. “Eu passo com medo e escolho um lado que está menos quebrado para passar” afirma Mateus Souza.

Os paliativos foram feitos ainda em fevereiro, quando a ponte foi interditada pela prefeitura de Poá.

A medida foi tomada quando um laudo da CPTM apontou risco de desabamento.

Enquanto o projeto para a abertura da licitação não fica pronto, a sujeira e a falta de segurança prejudicam o cotidiano de quem passa pelo local.

Francineide Sampaio diz que, quando pode, evita passar pela passarela. “Geralmente eu dou a volta por lá, porque a impressão que se tem de todos os moradores é de que aqui tem muito assalto. Pessoas que roubam celular, agarram senhoras que vêm do serviço. O jeito é ir se arriscando”.

Em nota, a Prefeitura de Poá informou que está no processo de contratação da empresa que irá fazer todo o serviço de melhoria na passarela, porém, não informou o prazo para o término do processo de licitação.

Já sobre os lixos, a Secretaria de Serviços Urbanos disse que faz a manutenção na região e que pede a colaboração da população.

Sobre a reclamação dos assaltos, a Polícia Militar ainda não se posicionou.