Sem ciclovias suficientes na região, usuários andam pelas calçadas ou no meio dos carros

Nas imediações do Shopping Metrô Tatuapé foram instaladas cerca de 45 patinetes em três polos de compartilhamento.

Sem as ciclovias os usuários se utilizam das patinetes se movimentando entre os carros, nas ruas e até nas calçadas.

Pedro Zacarias, 68 anos, é dono de uma barbearia que passou a servir como polo de compartilhamento. Ele diz que o maior movimento é aos finais de semana.

“As vias aqui são muito apertadas. Tem gente que sobe na patinete pela primeira vez e já acelera na velocidade máxima, sem se preocupar com os carros nas ruas ou com as pessoas na calçadas”, afirma.

“As ruas são muito irregulares, com buracos e rachaduras, então é comum as pessoas caírem por aqui. Já vi algumas se machucarem”, afirma.

“Não é mais barato alugar as patinetes elétricas, mas é muito mais divertido”, diz.

Corridas Um grupo de adolescentes alugou patinetes e eles apostavam corrida na manhã da última terça-feira (2) na rua Apucarana, em frente a estação Carrão do metrô, ignorando os riscos de quedas ou de acidentes.

“Os adolescentes descem essa ladeira [da rua Tuiuti] na contramão, sem se importar com os carros ou com os pedestres”, afirma o vendedor Anderson Souza, 32 anos.”Se não for fiscalizado, pode resultar em um acidente feio. Pelo menos uma vez por dia alguém esbarra em uma pessoa”, diz.

Com verba total de R$ 325,7 milhões, a gestão Covas afirma que prevê construção de 173 km de novas conexões e requalificação de 310 km da malha existente das ciclovias.

“A recomendação consta nos termos de uso que o usuário deve aceitar antes de locar um equipamento”, afirma a empresa que, no entanto, não realiza nenhuma outra verificação de idade dos usuários.

Foto principal: Rivaldo Gomes/FolhaPress