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Pesquisa aponta Cidade de São Paulo como a melhor para abrir negócios nos setores econômicos de comércio, imobiliário e educação

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A pandemia da Covid-19 fez de São Paulo uma das cidades brasileiras que mais sofreu economicamente. Somente no ano passado, mais de 97 mil vagas de empregos foram fechadas. Mas a retomada econômica dá sinais positivos para a economia e a população, já que há reação na criação de empregos na cidade.Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Previdência, de janeiro até 30 de setembro deste ano, foram criadas, na cidade de São Paulo, 322.027 vagas de empregos.

Essa volta da movimentação econômica foi considerada determinante para São Paulo aparecer, em 2021, em primeiro lugar entre 100 municípios no ranking Melhores Cidades para Fazer Negócios, no setor de comércio, mercado imobiliário e educação. O levantamento, que apresenta a visão das melhores cidades para investir em diferentes segmentos de negócios, é feito anualmente para a revista Exame pela consultoria Urban Systems, nos setores econômicos: educação, comércio, serviços, indústria, mercado imobiliário e agropecuária. Em 2021, a consultoria também avaliou o ritmo de vacinação e taxa de letalidade da covid-19 em cada um dos municípios para uma fotografia de comparação. Os dados foram coletados no dia 15 de outubro.

Vacinação

Conforme a pesquisa, os municípios com maior incidência de vacinação, conseguiram de forma mais segura retomar atividades econômicas e recuperar empregos e negócios.

A vacinação contra o Covid promovida pela Prefeitura de São Paulo em quase na totalidade de sua população e o fim das restrições de distanciamento de clientes em estabelecimentos comerciais, foi um fator determinante para o crescimento da economia neste ano. Segundo o prefeito Ricardo Nunes, o controle da pandemia adotado pela cidade foi diferente de outros lugares do mundo onde as atividades foram fechadas, exceto nas áreas de segurança pública e saúde. “Adotamos o diálogo de conscientização da população e as nossas posições transparentes fizeram com que os cidadãos entendessem que não era política o que fazíamos e sim, ações respaldados pela ciência”, explicou o prefeito.

Comércio

Para chegar à lista na área de comércio, a Consultoria analisou 11 indicadores, entre eles, saldo de empregos e a renda média do trabalhador do setor, nas cidades com mais de 100 mil habitantes. Para o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (FecomercioSP), Guilherme Dietze, o resultado do levantamento mostra que a cidade é o comércio do Brasil e, por isso, se destaca no cenário nacional.

“Ser a melhor cidade para fazer negócio no setor de comércio não é uma grande surpresa diante da importância econômica do município de São Paulo. Se fosse um país, a capital paulista figuraria entre as 50 maiores economias do mundo. E se fosse um Estado, só ficaria atrás do próprio Estado paulista”, disse.

Segundo Dietze, São Paulo tem um mercado consumidor de quase 13 milhões de pessoas, das mais diversas faixas de renda, do público adicional de turistas e empresários que buscam o comércio da cidade para fazer o estoque no seu negócio local. São centros heterogêneos espalhados pela cidade, como comércio de roupa, eletrônicos, móveis e muito mais.

“Portanto, é de se entender que a cidade mais importante economicamente no país figure no topo de melhor local para realizar negócios no comércio com todo o cenário posto do setor”, completou o assessor da

FecomércioSP

Já o economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Ulisses Ruiz de Gamboa, destaca a cidade como fonte de receitas aos empreendedores e como atração turística do Brasil.

“São Paulo é o centro econômico do país. Por aqui, o varejo sempre foi referência. Tivemos problemas com as medidas restritivas por conta da pandemia, mas o avanço da vacinação e a consequente flexibilização das medidas de isolamento social, já pudemos notar uma retomada das atividades econômicas. Isso está sendo fundamental para a geração de novos negócios no município, o que reforça a vocação que a cidade já tinha”.

Mercado imobiliário

No setor imobiliário, a capital paulista também conseguiu o primeiro lugar no ranking divulgado. O resultado se deve porque o setor de construção civil foi considerado essencial durante toda a pandemia e, não teve restrição, apesar da incerteza inicial. Conforme o levantamento, de janeiro a junho deste ano, os lançamentos totalizaram 27.114 unidades, superando o recorde anterior do primeiro semestre de 2019, com o registro de 20.157 unidades lançadas.

No acumulado de 12 meses (outubro de 2020 a setembro de 2021), foram comercializadas 65.690 unidades na cidade de São Paulo, um aumento de 32,1% em relação ao período anterior (outubro de 2019 a setembro de 2020), quando foram negociadas 49.715 unidades.

Educação

A Cidade de São Paulo também foi considera a melhor para fazer negócios no setor de educação. Isso se deve muito, às campanhas de vacinação que permitiu a volta quase normal (exceto o uso obrigatório das máscaras) nas escolas municipais, estaduais e particulares.

Para chegar à lista de educação, foram analisados 12 indicadores, entre eles, crescimento no número de matrículas e saldo de empregos no setor, nas cidades com mais de 100 mil habitantes.

Conforme os dados incluídos no Estudo, a educação básica, 5,7% dos alunos de todo o país – 47,3 milhões – estão na capital paulista. Já na educação superior, a cidade tem 10,71% de todos os matriculados – o país tem 8,6 milhões. “Nosso orçamento para a educação está em torno de 13 bilhões anuais e vem crescendo. Nessa pandemia a Secretaria de Educação fez uma busca ativa para prevenir a evasão escolar”, explicou o prefeito Ricardo Nunes.

O saldo de empregos na educação, em 2021, é positivo, com 9.401 empregos a mais do que no início do ano – janeiro a agosto. Em 2020 o número era estável, com apenas 73 novos empregos, no mesmo período.

Segundo dados mais recentes do Ministério da Educação, a maior cidade do país registrou um aumento de 0,56% no número de escolas de educação básica, e de 1,9% em unidades de estabelecimento de ensino superior, na comparação de 2019 com 2020.

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