Com mais de três meses de operação no Brasil, o PIX ainda gera algumas dúvidas e inseguranças aos usuários. E é com o objetivo de tranquilizar quanto ao uso do novo meio de pagamento, que o professor e mestre Marcello Marin, dos cursos de Ciências Contábeis e Administração da Universidade Cruzeiro do Sul, instituição que integra a Cruzeiro do Sul Educacional, esclarece o que é e quais são vantagens por trás da novidade.

Se por um lado algumas pessoas acreditam que a ferramenta é algo revolucionário, por outro, há quem diga que o PIX é só mais uma forma de controle por parte do Governo. “O PIX é um substituto das transações de DOC e TED, que veio para facilitar e agilizar os serviços do sistema bancário”, afirma Marcello Marin.

Para entender a diferença, o especialista explica que o DOC e o TED têm valores elevados de operação para a instituição financeira, enquanto as transações via PIX tem valores mais baixos. Além disso, realizar um PIX não tem custo para a pessoa física e nem limitação de pacotes. “Só por essas razões já podemos destacar uma vantagem extremamente importante para que as pessoas comecem a economizar dinheiro, além de apontar outras vantagens, como levar apenas alguns segundos para efetuar qualquer transferência, de forma segura”, avalia o professor.

Quanto à segurança, Marin esclarece que a ferramenta é confiável, uma vez que o sistema bancário brasileiro é um dos mais seguros do mundo e o Banco Central tem investido fortemente nesse quesito. Apesar disso, é importante lembrar que fraudadores estão sempre estudando formas de burlar e efetuar modificações nos sistemas. “É por isso que, diante desses riscos, os pagadores devem sempre conferir os dados para quem está enviando o PIX, pois sempre aparecerá o nome e o CPF ou CNPJ do recebedor. Mas ainda assim, é possível confiar na ferramenta”, finaliza.

Dicas de utilização do PIX a favor de um negócio

Os comerciantes podem utilizar o meio de pagamento, por exemplo, para receber os valores ao invés das transações via débito ou crédito. É claro que essa possibilidade demanda uma análise das taxas de cada banco e escolha daquela funcionalidade que será mais vantajosa o seu negócio. “Importante lembrar que, quem faz o PIX não paga, mas quem recebe (pessoa jurídica) pode sim ser taxado”, explica.

Outra vantagem, segundo o especialista, é que é possível criar um QRCode exclusivo para o negócio e deixar afixado de forma visível no estabelecimento, para que no momento de efetuar o pagamento, o código seja escaneado sem o manuseio de máquinas, cartões, entre outros. “Isso é perfeito, sobretudo, diante desse tempo de pandemia que vivemos”, destaca.

PIX, estratégias, consumidor e taxações

Se bem explorado, o PIX pode ser uma boa ferramenta de aumento das vendas. Já que não demanda cartões, máquinas ou outros aparatos. “Os empresários poderão até, a depender da taxa que pagarão no PIX, fazer promoções para atrair clientes que pagarem por essa modalidade de pagamento”, sugere.

Nessa transação com PIX, quem paga são os recebedores, assim como nas outras modalidades de pagamento, mas o valor a ser pago ainda está em definição no mercado. “O que se imagina é que será um valor percentual, abaixo do que o comércio paga hoje no cartão de débito”, avalia.

O especialista ainda exemplifica, que enquanto alguns bancos estão cobrando 1,45% de cada valor recebido pelo empresário, outros já determinaram que será um serviço gratuito em sua plataforma. Mas o que a grande maioria concorda é que o PIX veio movimentar as transações financeiras, e provocar queda nas taxas de operações bancárias. “Uma revolução que veio para ficar”, finaliza Marin.

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Sobre a Universidade Cruzeiro do Sul – Há quase 50 anos atuando no ensino superior, a Universidade Cruzeiro do Sul conta com aproximadamente 110 mil alunos, distribuídos em cursos de Graduação, Pós-graduação lato e stricto sensu, a distância e presencial, nos campi Anália Franco, Liberdade, São Miguel, Paulista, Santo Amaro, Guarulhos e Villa-Lobos. É reconhecida por sua forte atuação na área social e pelo destaque em vários indicadores oficiais nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. Integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional, um dos mais representativos do País, que reúne instituições academicamente relevantes e marcas reconhecidas em seus respectivos mercados, Universidade Cruzeiro do Sul e Universidade Cidade de São Paulo – Unicid (São Paulo/SP), Universidade de Franca – Unifran (Franca/SP), Centro Universitário do Distrito Federal – UDF (Brasília/DF, Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio – Ceunsp (Itu e Salto/SP), Faculdade São Sebastião – FASS (São Sebastião/SP), Centro Universitário Módulo (Caraguatatuba/SP), Centro Universitário Cesuca (Cachoeirinha/RS), Centro Universitário da Serra Gaúcha – FSG (Bento Gonçalves e Caxias do Sul/RS), Centro Universitário de João Pessoa – Unipê (João Pessoa/PB), Centro Universitário Braz Cubas (Mogi das Cruzes/SP) e Universidade Positivo (Curitiba, Londrina e Ponta Grossa /PR), além de colégios de educação básica e ensino técnico. 

Marcello Marin, mestre e docente da Universidade Cruzeiro do Sul