Homem disse, em depoimento, que houve desentendimento após programa. Katarina era natural do Ceará, tinha 22 anos e foi morta a facadas.

Carro de suspeito de ataque a transexual é encontrado queimado pela polícia — Foto: Divulgação

Policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) localizaram nesta terça-feira (18), queimado, o carro usado pelo homem preso suspeito de matar a facadas a transexual Katarina, de 22 anos, após um programa em São Paulo.

O veículo foi encontrado incendiado na Avenida Engenho Novo, na comunidade de Itápolis, na Zona Leste, segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo Pereira, que integra a equipe D Leste do DHPP.

Conforme a polícia, foi o autor do assassinato que incendiou o próprio carro após cometer o crime no Parque do Carmo no último dia 12. Katarina era do Ceará e se mudou para São Paulo em busca de trabalho.

Outras travestis reconheceram o suspeito, que também foi identificado por câmeras de segurança.

Antes de matar a transexual, o suspeito passou com um carro no local em que a vítima estava e a ameaçou de morte com uma faca.

O acusado foi levado para a delegacia e, a princípio, negou a autoria do crime. Ele disse que o carro tinha sido roubado no mesmo dia em que o assassinato aconteceu.

Depois de bastante tempo no interrogatório e da chegada do advogado, ele confessou ter matado a transexual após uma confusão. Ele teria combinado um preço por um programa e a vítima não teria troco.

Transexual foi encontrada morta na região do Parque do Carmo, na Zona Leste de São Paulo — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal