A iniciativa da Secretaria Municipal da Saúde aprimora acolhimento de parturientes e familiares na maternidade

A Prefeitura da cidade de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (06/12) a ampliação e qualificação do Programa Mãe Paulistana, que tem como prioridade a redução da mortalidade materna e infantil. Um dos pilares do programa é o estímulo ao nascimento humanizado que agora se estende também aos familiares das parturientes. A Secretaria Municipal da Saúde criou espaços nas maternidades que permitem o acompanhamento da chegada do bebê, bem mais de perto, através de janelas nas salas de parto.

Segundo o prefeito Bruno Covas, governar é uma corrida de revezamento. “Pouco importa quem começou o programa. O importante é que o programa muda e transforma a realidade ajudando a reduzir a mortalidade infantil. Com a retomada do programa nós avançamos em umas das nossas principais demandas que é cuidar das nossas crianças”, destacou. Outro ponto importante das mudanças no programa é o aumento de um ano na vigência do programa, que continua garantindo assistência durante todo o ciclo de gravidez do pré-natal ao puerpério, agora se estendendo até o segundo ano de vida do bebê. 

O estímulo à realização de no mínimo sete consultas, no pré-natal, passa pelo trabalho de esclarecimento das gestantes por profissionais e agentes de saúde e uma Lei Municipal que garante a emissão de bilhetes gratuitos no transporte público para que as futuras mães compareçam aos atendimentos. Entre junho de 2018 e abril de 2019, cerca de 10 mil bilhetes foram utilizados.

A iniciativa oferece as condições de segurança à  gestante e à criança com o acesso aos exames necessários, como ultrassonografia e acompanhamento até os dois anos de idade. A Secretaria reforça a importância do acompanhamento  pré-natal precoce, regular e qualificado e na criação de um vínculo com a maternidade de referência mais próxima da residência da gestante. Também há um serviço de orientação pelo telefone: o Alô Mãe atende as gestantes, puérperas pelo número 0800 200 0202 e monitora gestantes e recém-nascidos de risco.“Tem mães que não tem condições e tenho certeza que isso será benéfico para todas já tudo que é feito com amor e carinho é bom”, afirmou Ramili Teodoro Ribeiro, umas beneficiadas pelo programa. 

O programa foi ação fundamental para a eliminação da transmissão vertical do HIV. Esse tipo de transmissão pode acontecer durante a gestação, o parto e purpério – caso os procedimentos preventivos não forem seguidos – e ainda na amamentação. A cidade de São Paulo foi certificada pelo Ministério da Saúde (MS) como município que eliminou a transmissão vertical do HIV, conforme anúncio em 14/11, pelo órgão federal. Apenas outras duas cidades do País haviam obtido esta certificação: Curitiba e Umuarama. Isto demonstra a importância de uma assistência qualificada na saúde das gestantes e dos bebês.

As principais diretrizes da Rede de Atenção Materno-Infantil Mãe Paulistana são captação precoce da gestante (até a 12ª semana de gravidez.), garantia de sete ou mais consultas de Pré-Natal, realização de exames laboratoriais e ultrassonografia, testes rápidos para Sífilis e HIV, pactuação de Pré-Natal de risco transporte público gratuito (cartão SPTrans), visita antecipada à maternidade de referência para o parto, grade de parto acessível, agendamento pela maternidade e garantia da consulta da puérpera e da primeira consulta do recém-nascido, bolsa e enxoval para o recém-nascido e certificação de qualidade da UBS e da Maternidade.

Exames para os Recém-nascidos

No programa, é realizada a Triagem Auditiva Universal em todos os recém-nascidos nas maternidades do SUS, importante na detecção da surdez ou déficit auditivo precoce e, se necessário, encaminha o recém-nascido aos Centros de Referência para reabilitação auditiva e utilização de aparelhos. Em média, cinco mil recém-nascidos são triados todos os meses nos últimos dez anos.

Na ocasião do nascimento, também  é feito o reflexo vermelho universal com detecção de patologias graves, como catarata congênita, retino-blastoma e retinopatia da prematuridade (ROP), possibilitando o encaminhamento e tratamento precoces aos centros de referência. Também, 100% dos recém-nascidos  prematuros abaixo de 32 semanas de idade gestacional ou com peso menor que 1,5 Kg são examinados na própria maternidade por equipe oftalmológica altamente especializada para diagnóstico e tratamento precoce, reduzindo consideravelmente a taxa de cegueira. Antes da alta dos recém-nascidos, é realizada terapia a laser caso seja indicado o tratamento cirúrgico.O Programa Mãe Paulistana conta também com importantes linhas de cuidado para fissura labiopalatal, displasia coxofemoral e hipospádia (malformação genética na uretra dos meninos). 

Feito o diagnóstico, estes recém-nascidos são encaminhados para os Centros de Referência – Hospital Infantil Menino Jesus, Hospital Sírio Libanês para tratamento especializado. Estes casos são monitorados pelo Alô Mãe, o que evita o absenteísmo nas consultas que são remarcadas, na impossibilidade de presença dos familiares. Para pé torto congênito é utilizado o tratamento Ponsetti, não cruento, realizado com ótimos resultados clínicos. A Rede de Proteção à Mãe Paulistana está presente em 467 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 23 Ambulatórios Especialidades, 35 maternidades, sendo 16 sob gestão municipal, e duas Casas de Parto.