A pressão está muito grande para que se eu estiver bem, que me candidate à reeleição — disse o presidente, em entrevista a rádio Jovem Pan, no Palácio do Planalto.

Bolsonaro prometeu que, caso seja candidato, fará diferente de outros políticos brasileiros, cuja reeleição, segundo ele, acaba se tornando uma espécie de “desgraça”, e que só se tona possível por meio de “acordos espúrios que levam a escândalos de corrupção”.

Ao fazer essa menção, Bolsonaro disse estar se referindo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva:

— Não quero jogar dominó com ninguém em Curitiba — provocou o presidente, numa referência a sede da Polícia Federal, onde Lula cumpre pena a 12 anos e um mês de prisão após a condenação no caso do tríplex do Guarujá.

Bolsonaro reconheceu que a proposta de seu governo de reforma da Previdência é impopular, e afirmou que não teme que o projeto cause qualquer empecilho a uma eventual candidatura:

— Se eu pensasse em reeleição faria uma reforma light, ou não faria. Mas (sua eventual candidatura) poderia não sobreviver em 2022 — concluiu.

‘Reforma depende de outro poder’

Bolsonaro afirmou que a aprovação da reforma da Previdência agora “depende de outro poder”, o legislativo, mas frisou que o executivo “tem feitos gestões”, já que tem uma bancada de deputados grande.

– A proposta mais importante vem da economia, do ministro Paulo Guedes. A reforma depende agora de outro poder – disse o presidente.Ele frisou que a aprovação do projeto seria positivo para o mercado financeiro e aumentar a confiança dos investidores.

O presidente afirmou que a aprovação da proposta não será fácil em razão da oposição que, em suas palavras, “torce pelo pior”. Contudo, ele disse que até mesmo o PT torce pela aprovação da proposta, embora não queira o desgaste político que o projeto acarreta.

– O pessoal do PT está torcendo pra aprovar a previdência sem o voto deles. Os governadores deles também precisam. Eu conversei com o governador do Ceará – disse o presidente.

O presidente também foi questionado sobre polêmicas que ocorreram após postagens dele e dos seus filhos no Twitter. Bolsonaro disse que não se arrepende e afirmou que seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro, é quem auxilia na coordenação dos trabalhos.

O presidente disse que a rede social não toma mais de meia hora do seu dia e negou que as postagens de Carlos atrapalhe o governo.

Com informações do O Globo.