Segundo os investigadores do MPF-RJ, caso haja a necessidade de envio de dados sigilosos, a Procuradoria Geral da República (PGR) terá que fazer um pedido oficial para cada processo.

Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro se negaram a passar informações sigilosas para a subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo, nomeada para o posto pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

Segundo os investigadores do MPF-RJ, caso haja a necessidade de envio de dados sigilosos, a Procuradoria Geral da República (PGR) terá que fazer um pedido oficial para cada um dos juízes responsáveis por cada processo.

Lindôra Araújo é coordenadora do grupo da operação Lava Jato no âmbito da PGR.

Pedido de providências

Na última sexta-feira (26), os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná acionaram a Corregedoria do Ministério Público Federal após uma divergência com a PGR sobre o compartilhamento do banco de dados da operação.

O caso envolve uma visita, nas últimas quarta (24) e quinta-feira (25), de Lindôra Araújo ao grupo do Paraná.

O encontro provocou desentendimento a respeito da transferência de informações sigilosas. O pedido de providências à corregedoria, dizem os procuradores, foi feito “como medida de cautela” e “para prevenir responsabilidades”.

Em nota, a PGR negou que o objetivo tenha sido obter compartilhamento informal de dados.

Por conta de discordâncias quanto a ações da coordenadora, quatro procuradores da equipe da Lava Jato, na Procuradoria-Geral da República, pediram para deixar o grupo.

A polêmica provocou críticas à gestão de Augusto Aras e ameaça comprometer as investigações de combate à corrupção.