A agressão foi registrada num vídeo exibido nas redes sociais e na TV.

Números mostram que os afastamentos de professores vêm aumentando em São Paulo.   A professora hostilizada por alunos de uma escola pública na grande São Paulo, dia 30 de junho, não voltou para a sala de aula. Ela foi internada na segunda-feira, 03/06, com sintomas graves de estresse. Uma cena que provocou indignação.   Números mostram que os afastamentos por transtornos mentais ou de comportamento vêm aumentando no Estado de São Paulo. Os professores estão ficando doentes .

Professora teve um surto em sua residência.

A professora de língua portuguesa e inglês de 45 anos vítima de atos de vandalismo de alunos do 7º ano A da Escola Estadual Maria de Lourdes Teixeira, em Carapicuíba (Grande São Paulo), teve um surto em sua casa no domingo (2). Descrita como uma pessoa tranquila, ela é filha de um professor de história e geografia de 77 anos, hoje aposentado, e tem três irmãs que também seguiram a mesma carreira. As informações são do jornal Agora São Paulo.

Segundo relato de familiares, ela quebrou e arremessou objetos, gritou e teve seguidas convulsões que a levaram, primeiramente, para o pronto-socorro municipal de Itapevi (Grande São Paulo), cidade vizinha à Carapicuíba.

Depois, foi levada ao Hospital do Servidor Público Estadual, na Vila Clementino (zona sul da capital). A docente deu entrada na madrugada de segunda-feira (3).

“Imagina um pai ver uma cena dessa. Foi ele quem levou minha irmã, inicialmente, ao pronto-socorro, e ficou ao lado dela. Na verdade, está destruído também”, conta em entrevista ao Agora uma das irmãs, que também é professora e trabalha na mesma escola estadual.

Segundo ela, sua irmã é uma pessoa educada, tranquila, pacífica e que não gosta de discussão. “Tudo para ela é na base do diálogo, da conversa”, diz. Na vida pessoal, divorciada, mãe de universitário de 19 anos e cristã, a docente é amante de leitura, cinema e teatro.

No Estado, trabalha há 26 anos. Nesta escola, dobra o período: manhã e tarde. Na semana, são cerca de 45 aulas, entre português e inglês.

A irmã diz que, além dos dez alunos do 7º ano A, outros dez, todos homens e de turmas do 6º e 9º anos, entre 12 e 16 anos, já foram identificados pela rede de ensino estadual.

Audiência

Após audiência de apresentação com os jovens, que aconteceu na terça (4), em Carapicuíba (Grande SP), a representação do Ministério Público foi recebida pela Justiça.

Três adolescentes ficaram apreendidos e os demais foram entregues aos pais.

O processo terá continuidade com a oitiva de vítimas e testemunhas. A Justiça é quem determinará o tipo de medida socioeducativa a ser cumprida pelos adolescentes, desde prestação de serviços à comunidade em meio aberto até a internação em uma unidade da Fundação Casa (privativa de liberdade).

Dez alunos estão envolvidos nas cenas de vandalismo dentro da sala de aula na Escola Estadual Maria de Lourdes Teixeira, em Carapicuíba (Grande SP), ocorridas no último dia 30. As imagens que circulam nas redes sociais mostram alunos gritando e jogando cadernos, livros e carteiras escolares contra uma professora de língua portuguesa e de inglês, com 45 anos de vida e 26 anos de carreira.

A Polícia Civil apreendeu, na segunda-feira (3), nove adolescentes, de dez suspeitos. Eles foram autuados por “associação criminosa”. Um dos suspeitos foi levado pela mãe.

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Fonte: APEOESP