O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), 60 anos, vai votar a favor da cassação da presidente afastada, Dilma Rousseff (PT), no julgamento final da petista nesta 4ª feira (31.ago.2016).

Até agora, Renan havia se mantido equidistante no processo conduzido no Senado. Nas duas votações iniciais (em 12 de maio e em 10 de agosto).

Com a adesão de Renan Calheiros à tese do impeachment, o placar a favor da cassação de Dilma Rousseff deve passar de 60 votos. O próprio presidente do Senado tem dito que o número de apoios pode chegar a 63.

Por que Renan Calheiros decidiu tomar essa posição? A avaliação do peemedebista é que seu papel de condutor neutro do processo se esgotou nas fases anteriores. Manteve relação cordial e direta com Dilma Rousseff (com quem se encontrou várias vezes) e com o presidente interino Michel Temer (que é também do PMDB).

Renan pretende ter um papel de destaque na administração Temer, opinando sobre as reformas que considera necessárias para o país. Considerou necessário assumir uma posição explícita na votação final do impeachment.

O presidente do Senado deve embarcar na noite desta 4ª feira na comitiva oficial do governo brasileiro que viaja à China. Fará parte do grupo restrito de políticos que acompanhará Michel Temer no avião presidencial, num voo de quase 30 horas até o país asiático.

fonte: Uol.com.br