Kibiwott Kandie garantiu o primeiro lugar a centímetros da linha de chegada. Prova que encerra o calendário esportivo de São Paulo teve neste ano 35 mil corredores

A tradicional corrida de São Silvestre, que fecha o calendário esportivo na cidade de São Paulo, terminou de forma emocionante neste ano na prova masculina. Jacob Kiplino, de Uganda, já erguia os braços para comemorar a vitória quando, em um arranque fantástico, o queniano Kibiwott Kandie o ultrapassou quase na linha de chegada. Ele também bateu o recorde da prova, que desde 1995 era de Paul Tergat, também do Quênia. Kibiwott Kandie correu os 15 Km da 95ª edição da São Silvestre em 42’59’’, sendo o primeiro atleta a terminar aprova abaixo dos 43’.

Daniel Ferreira do Nascimento, da cidade de Bauru, no interior de São Paulo,  foi o brasileiro melhor colocado e terminou a prova na 11ª colocação. Para os chamados corredores anônimos, o importante não era a colocação na prova, mas sim a superação do próprio tempo. O vigilante Gesivaldo de Souza Barbosa, de 47 anos, da Chapada da Diamantina, Bahia, estava feliz com o resultado em sua 15ª São Silvestre. “Neste ano treinei mais, me senti bem na subida da Brigadeiro Luís Antônio, consegui baixar meu tempo de 1h15 para 1h09. Valeu, estou muito feliz”.  Já para o policial militar Fabiano Liborino, 27, a São Silvestre se traduz pela emoção. ‘’É a primeira vez que participo, venho treinando desde agosto e é incrível a sensação da exigência física, você estar no limite e sentir a emoção da chegada”.

A prova feminina teve a vitória tranquila da queniana Brigid Kosgei, estreante na São Silvestre. Entre as brasileiras, o melhor desempenho foi de Graziele Zarri, que chegou na nona colocação.  Para o grupo de atletas que não é da chamada elite mundial, a corrida foi marcada pela emoção e superação. Érica Veira, que é de Barbacena, em Minas Gerais, participou este ano pela 23ª vez da São Silvestre. Apesar de veterana, diz que a cada ano busca seu melhor tempo. “A São Silvestre é o encerramento do ano de muitos treinamentos e competições. É uma prova muito importante, a cada ano busco superar meu limite e tempo nas provas. Hoje foi difícil por causa do calor, mas consegui terminar a corrida”.

A  São Silvestre também é marcada pela inclusão. Os cadeirantes largam mais cedo e fazem o mesmo percurso de 15Km dos demais atletas.  Vanessa de Souza, com o tempo de 44’22’’, conquistou o tricampeonato na categoria feminina. Entre os homens, o vencedor foi Josenilton dos Santos, com tempo de 55’51’’.