Ministro da Economia reafirmou que câmbio é flutuante e defendeu a agenda de reformas. Guedes também afirmou que análise do PIB de 2019 só poderá ser realizada em setembro, quando o IBGE promove uma revisão de estatísticas passadas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (5) que o câmbio é flutuante e disse que o dólar pode recuar se o governo adotar as medidas corretas ao seguir na agenda de reformas para que a confiança do investidor no país seja recuperada.

“É um câmbio que flutua. Se eu fizer muita besteira, ele pode ir para esse nível (de R$ 5). Se eu fizer muita coisa certa, pode descer”, disse em evento realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). “(Com a as reformas), mais rápidos são retomados os investimentos, e o dólar acalma.”

Paulo Guedes participa de evento na Fiesp — Foto: Reprodução/GloboNews

Nesta quinta, o dólar alcançou o maior valor nominal (sem considerar a inflação) e chegou a R$ 4,6664. No acumulado do ano, a alta da moeda norte-americana já é de 15%.

Guedes também disse que uma eventual análise do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 só poderá ser realizada em setembro, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) promove uma revisão de estatísticas passadas. O ministro citou o dado de 2018. Inicialmente, o IBGE divulgou que a economia avançou 1,1%. Em setembro, o desempenho do PIB foi revisado para alta de 1,3%.

“Em vez de compararem a estimativa inicial e com uma estimativa inicial, as pessoas pegaram uma estimativa inicial e compararam com o que aconteceu no final do ano, depois revisão”, disse Guedes. “Esperem até setembro e, se comparar, quem sabe (a economia) cresceu 1,4%.”

Na quarta-feira (4), o IBGE divulgou que o PIB do ano passado desacelerou e cresceu apenas 1,1%, frustrando as expectativas de uma retomada do país. Ao comentar o resultado, na véspera, Guedes afirmou que o resultado ficou “dentro do previsto”.

Crescimento de 2%

O ministro voltou a afirmar que espera um crescimento de 2% em 2020, embora bancos e consultorias estejam revisando a projeção para o PIB deste ano para baixo diante do desaquecimento da economia no fim do ano passado e dos impactos causados pelo surto do coronavírus.

“O coronavírus chateia um pouco”, disse. “Eu acho que o Brasil tem uma dinâmica própria de crescimento. É uma economia continental. Brasil, Estados Unidos, China, Índia são países grandes. Têm uma dinâmica própria.”