O médium João de Deus corre risco de ter uma “morte súbita” por hemorragia se o aneurisma em seu abdômen se romper, conforme informou o médico Alberto Las Casas Júnior nesta sexta-feira, 22.

João de Deus foi avaliado pelo cardiologista na prisão há um mês, a pedido de seus advogados. O médico emitiu um laudo, no qual o Superior Tribunal de Justiça (STJ) se baseou para tomar a decisão de transferir o acusado da cadeia para um hospital.

Foto: (Ernesto Rodrigues/Estadão Conteúdo)

O médium ficará em um leito isolado no Instituto de Neurologia de Goiânia, do qual o médico é sócio.

A transferência do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia foi determinada pelo ministro Nefi Cordeiro, na quinta-feira, 21. Ele pode ficar por quatro semanas em um hospital para tratamento, sendo monitorado por tornozeleira eletrônica ou vigiado por escolta policial.

João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro por processos de abuso sexual de mulheres que o procuravam para tratamento espiritual. Ele continua negando os crimes.

Na decisão, Nefi Cordeiro entendeu que todo preso tem direito à dignidade e à saúde. “Deverá o paciente, como decorrência, ser tratado pelo tempo mínimo indicado como necessário, em princípio de quatro semanas, salvo adiantada melhoria em seu estado de saúde que lhe permita o retorno ao normal tratamento na unidade prisional.”