Sem perceber, muita gente acaba guardando aparelhos que não são usados ou estão quebrados. Acabam ocupando espaço, quando poderiam ser aproveitados por terceiros ou reciclados. Com a chegada do final do ano vem o 13º salário que, somado a liberação do PIS, FGTS, permite que muitos possam ir às compras para realizar alguns “sonhos de consumo”: celulares, TVs, sofás novos e muito mais.

De olho nessa tradição, a Subprefeitura de Guaianases, tem estimulado a população a repensar hábitos para dar o destino certo ao lixo e, especialmente grande objetos (sofás, armários) e eletrônicos (TVs, computadores, som, impressoras, celulares), ou seja, tudo que funcionou na energia elétrica, pilha ou tomada, incluindo acessórios.

A Semana Lixo Zero, que acontece de 21 a 28 de outubro, objetiva mobilizar e conscientizar as pessoas e organizações para o alcance da meta lixo zero.

Na sede da subprefeitura, na Rua Hipólito de Camargo, foi colocado um container especial para isso. Além dele, outro ainda recebe embalagens plásticas e latinhas, papelão, jornais, revistas. Pilhas, baterias lâmpadas, porém, não são aceitos, pelo menos por enquanto.
Para o subprefeito Guaracy Fontes Monteiro Filho mudar hábitos não é fácil, requer boa vontade e disciplina, mas os resultados são visíveis e duradouros.

Se a família fizer um teste e, por uma semana, separar o lixo que ainda pode ser reutilizado, do material que realmente precisa ser descartado como lixo do banheiro, papeis sujos, engordurados iria perceber a quantidade de dinheiro (sim, o lixo tem valor) que desprezamos diariamente.

“Para a prefeitura seria uma economia de recursos imensa”, destaca o subprefeito. A verba que aplicamos na coleta de lixo, no cata-bagulho, na limpeza de córregos e bueiros poderia ser mais bem aplicada em obras e ações culturais e de lazer muito mais úteis à população.


Lixo:
Não produzir lixo é quase impossível, mas há várias formas de diminuir significativamente a quantidade de material descartado. Além de evitar o uso das sacolinhas do mercado, é possível aproveitar os restos de alimentos para produzir adubo para plantas; enviar para reciclagem jornais, revistas, embalagens de papelão e plástico; vidros e latinhas.

No caso do lixo eletrônico, coletado pela subprefeitura, o material é destinado à Coopermit – uma cooperativa sem fins lucrativos que promove a capacitação e inclusão social e digital, além de atuar na educação ambiental.

Além dos contêineres instalados na subprefeitura, outros dois podem ser encontrados diante do 44º Distrito Policial, na Salvador Gianetti, 386 para o descarte de plásticos, papeis e metais.

Para grandes volumes (sofás, armários, colchões) vale a pena ficar de olho na programação do Cata-Bagulho que funciona 24 horas, 6 dias por semana.