Tradicional casa de espetáculos do bairro da Mooca, Teatro Arthur Azevedo reabre sua plateia, após obras estruturais; a programação inclui também temporada do espetáculo “Frida Kahlo – Viva la Vida”, shows do Clube do Choro, Karina Buhr, Tiê e muito mais

Após reforma, a plateia do Teatro Arthur Azevedo (TAA), localizado no bairro da Mooca, zona leste, é reaberta à população no dia 04 de março, às 21h, com show gratuito de Tom Zé. Projetado pelo arquiteto Roberto Tibau, o teatro foi inaugurado no dia 02 de agosto de 1952 e tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo em 1992. Seu nome é uma homenagem ao poeta e dramaturgo maranhense Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo (1855-1908), conhecido como Arthur Azevedo, autor que consolidou a comédia de costumes no Brasil, em obras como “A Capital Federal”. O escritor sucedeu a cadeira de Martins Penna na Academia Brasileira de Letras.
Em 2018, por conta de fortes chuvas que causaram vazamentos nas calhas e fizeram parte do forro da plateia ceder, o TAA passou a funcionar de forma reduzida: foi construída uma plateia no próprio palco a fim de não comprometer o andamento das atividades. A atual gestão da Secretaria Municipal de Cultura se comprometeu a reformar a plateia do teatro, que tem capacidade para 350 pessoas. E agora, no mês de reabertura, a programação comemorativa tem como um dos pontos altos a apresentação do cantor e compositor Tom Zé.

Tom Zé: Eu Cantando Renascimento
“A reinauguração deste teatro é um acontecimento importante na nossa São Paulo. O recomeço de um espaço de sagrado entretenimento, alegria, convivência e cultura merece este show-comemoração”, diz o artista, que divide o palco com Daniel Maia (guitarra e voz), produtor de seus discos mais recentes; Jarbas Mariz (viola, bandolim, percussão e voz) e Cristina Carneiro (teclados e vocal). “Reelaborei músicas de vários discos, priorizando canções solicitadas pelo público, pessoas que nos escrevem, mandam e-mails, telefonam. Estamos irmanados com todos, no repertório faremos ‘Augusta’, Angélica e Consolação’, ‘Tô, Xique-Xique…’”, completa o artista.

Clube do Choro
A roda de choro proporciona a aquisição de repertório e o encontro entre diferentes gerações; aproxima músicos e público deste gênero musical em um ambiente descontraído e é um elemento tradicional de resistência da música popular no Brasil, no qual se aprende a forma de tocar, acompanhar, improvisar e compor o choro. O grupo interage no Teatro Arthur Azevedo com três momentos: intervenção no dia de reabertura da plateia do espaço, show e roda de choro no decorrer do mês.
Intervenção no Hall de Entrada
04/03, quarta, às 19h30 | Gratuito | Livre
Show no Teatro
06/03, sexta, às 21h | Gratuito | Livre
Roda de choro no Hall de Entrada
de 07/03 a 19/12, sábado, às 17h | Gratuito | Livre

“Frida” no Teatro Arthur Azevedo
Em comemoração ao Mês da Mulher, o Teatro Arthur Azevedo apresenta o espetáculo “Frida Kahlo – Viva la Vida”, de Humberto Robles. A montagem tem direção de Caca Rosset. Serão seis sessões gratuitas, nos dias 07,08, 14, 15, 21 e 22 de março. Aos sábados, às 21h, e aos domingos, às 19h. A artista plástica mexicana é interpretada pela atriz Christiane Tricerri. “Frida Kahlo foi uma mulher à frente de seu tempo. Ainda muito jovem, já mexia na questão dos gêneros ao se vestir com terno e gravata. Sua obra ‘Umas Facadinhas de Nada’ relata o caso de um feminicídio, após a pintora ter lido uma notícia no jornal sobre o depoimento de um homem que matou uma mulher com 100 facadas”. Segundo a atriz, não são esses fatos, exatamente, que transformaram a artista plástica em um emblema do feminismo, já que isso tudo é desconhecido pelo público em geral. “A razão que a torna esse ícone, a meu ver, é a imagem que ela criou de si mesma. É hoje a imagem-produto mais vendida no mundo. Crianças, adolescentes e mulheres mais maduras idolatram Frida em uma fridomania mundial”. Christiane diz que “Frida Kahlo – Viva la Vida” traz a mulher humanizada, com suas dores, amores e vontade de viver a vida. “O público encontrará uma Frida sofrida, mas exultante com o prazer de estar viva: pintar, cozinhar e amar. Além de se divertir com seu próprio humor cáustico. É uma Frida solar”, completa.

Programação completa de março do Teatro Arthur Azevedo

Show Infantojuvenil

Estrepolias
Show musical alegre, vibrante e interativo, indicado para pais e filhos, com três músicos e dois manipuladores de bonecos. Os artistas usam ainda adereços e coreografias que incentivam a plateia a cantar e dançar.
Direção Geral: Márcio Araújo e Marcelo Baião
Teatro
Quando: 01/03
Horário: Domingo, às 16h
R$ 20
Livre

Teatro Adulto

1975
Teresa, uma mulher de quase 60 anos, teve seu irmão desaparecido durante a última ditadura no Uruguai, quando ela era adolescente. O texto aborda a questão do sumiço de pessoas, de perdas de entes queridos e da passagem do tempo que a vida nos impõe.
Texto: Sandra Massera | Elenco e Direção: Angela Figueiredo
Sala Multiuso
Quando: 01/03
Horário: Domingo, às 17h
R$ 30
10 anos

O Beijo no Asfalto
Um atropelamento. Um homem cai no asfalto em plena Praça da Bandeira, Rio. Na sua agonia, pede um beijo a outro homem que correu em seu auxílio. O beijo ocorre, o atropelado morre, a multidão ao redor testemunhou. A partir daí, uma tragédia se desenrola, envolvendo a reputação do autor do beijo.
Texto: Nelson Rodrigues | direção: Bruno Perillo
Teatro
Quando: 01/03
Horário: Domingo, às 20h
R$ 30
14 anos

Frida Kahlo – Viva la Vida
Frida Kahlo prepara um jantar no Dia dos Mortos e passeia por sua vida, relembrando e trazendo os personagens que passaram por sua história, como Diego Rivera, Trotsky, Rockfeller, Chavela Vargas e André Breton.
Texto: Humberto Robles | Direção: Cacá Rosset | Interpretação: Christiane Tricerri
Teatro
Quando: 07 a 29/03
Horário: Sábado, às 21h, e domingo, às 19h
Gratuito
12 anos
*dia 14/03 haverá tradução em libras e 28/03, audiodescrição

Show Musical
Reabertura do Teatro Arthur Azevedo
Tom Zé: Eu cantando renascimento
“A reinauguração deste teatro é um acontecimento importante na nossa São Paulo. O recomeço de um espaço de sagrado entretenimento, alegria, convivência e cultura merece este show-comemoração”, diz o artista, que se apresenta com Daniel Maia (guitarra e voz), que produziu seus discos mais recentes, Jarbas Mariz (viola, bandolim, percussão e voz) e Cristina Carneiro (teclados e vocal). “Reelaborei músicas de vários discos, priorizando canções solicitadas pelo público, pessoas que nos escrevem, mandam e-mails, telefonam. Estamos irmanados com todos, faremos ‘Augusta, Angélica e Consolação’, ‘Tô, Xique-Xique…’”, completa o artista.
Teatro
Quando: 04/03, quarta, às 21h | Gratuito | Livre

Clube do Choro
A roda de choro proporciona a aquisição de repertório e o encontro entre diferentes gerações; aproxima músicos e público do choro em um ambiente descontraído e é um elemento tradicional de resistência da música popular no Brasil, no qual se aprende a forma de tocar, acompanhar, improvisar e compor o Choro. O grupo interage no Teatro Arthur Azevedo com três linguagens: intervenção no dia de reabertura da plateia do espaço, show e roda de choro no decorrer do mês.
Intervenção no Hall de Entrada
04/03, quarta, às 19h30 | Gratuito | Livre
Show no Teatro
06/03, sex às 21h | Gratuito | Livre
Roda de choro no Hall de Entrada
de 07/03 a 19/12, sábado, às 17h | Gratuito | Livre

Camerata Quattro Stagioni
A Camerata Quattro Stagioni foi fundada em 2018 pelo violista João Carlos, que é também seu diretor artístico e maestro titular. Atualmente, conta com 32 músicos com experiência em concerto, compositores em outras orquestras e grupos de câmara.
Direção Artística: João Carlos
Teatro
Quando: 08/03
Horário: Domingo, às 11h
R$ 20
Livre

Gian Correa e os Chorões Alterados
O violonista 7 cordas Gian Correa e o artista plástico Apolo Torres realizam em 2020 o projeto Choro Urbano e Arte Mural, com oito composições de Gian conectadas a oito murais de Apolo, pintados pela cidade de São Paulo. Para dar início ao projeto, a primeira obra será pintada no Teatro Arthur Azevedo. Gian Correa e os Chorões Alterados fazem um show de choro comemorando a inauguração da pintura.
Teatro
Quando: 13/03
Horário: Sexta, às 21h
Gratuito
Livre

Karina Buhr – Voz e Tambor
No palco, reúnem-se Karina, os tambores e o guitarrista Regis Damasceno. São duas congas, ilú, alfaia, pandeiro, xequerê, ganzá e outras percussões que dão o pulso para poesias recitadas de seu livro “Desperdiçando Rima”, intercaladas por músicas autorais inéditas e algumas do repertório de seus discos solo, com arranjos diferentes dos realizados com banda.
Teatro
Quando: 20/03
Horário: Sexta, às 21h
Gratuito
Livre

Tiê – Dix
Com quatro discos lançados, turnês internacionais, participações em grandes festivais, músicas emplacadas em trilhas sonoras de novelas e diversas parcerias musicais, Tiê celebra seus dez anos de carreira e o caminho que percorreu até o momento.
Teatro
Quando: 27/03
Horário: Sexta, às 21h
Gratuito
Livre

Mostra

1ª Ocupação Mulheres Protagonistas
Nesta ocupação, Damas Produções convidou trabalhos criados e protagonizados por mulheres artistas. Promove um espaço de compartilhamento entre mulheres artistas e o público. Teatro, dança, performances e bate-papo com mulheres cis e trans, lésbicas, heterossexuais, bissexuais, negras, brancas e periféricas.

Narrativas Construídas por Mulheres
As integrantes do bate-papo vão expor seus trabalhos e estabelecer diálogos entre suas trajetórias e a produção de mulheres na cidade. Com mediação de Silvana Garcia e mesa formada por Maria Fanchin, Natália Mallo, Ave Terrena, Tatiana Ribeiro, Silvia Gomez, Drica Czech, Bárbara Esmenia e Dione Carlos.
Sala Multiuso
Quando: 06/03
Horário: Sexta, às 19h
Gratuito
16 anos

Intento, 00035 – ça m’ernerve!!!
Nesta performance, Zuleika Brit se despe perante o público e revela cada detalhe de seu corpo. Um corpo preso. Um corpo paralisado. Um corpo que já não pode mais agir… O que acontece depois?
Concepção e Performance: Estela Lapponi
Sala Multiuso
Quando: 07/03
Horário: Sábado, às 19h
R$ 30
18 anos

Melancias
Parte de uma série de ações performativas experimentais que dá visibilidade à urgência de discutirmos e expandirmos o entendimento sobre a relação entre o corpo, o movimento e o erotismo nas artes do corpo e na vida. O erotismo na dança e na performance.
Performance: Leticia Sekito
Sala Multiuso
Quando: 07/03
Horário: Sábado, às 20h
R$ 30
18 anos

Socorro, se Eu Fosse Você eu me Movia
So.corro é trabalho. é Obra! “É obra de arte? É dança? É teatro? É de grupo? É político? é de direita ou de esquerda? É ato? É manifestação? É protesto? Pode participar? Pode rir? É pra chorar?
Intérprete: Erika Moura | Diretora: Natália Siufi
Sala Multiuso
Quando: 08/03
Horário: Domingo, às 17h
R$ 30
18 anos

Não Cala! Cabaré Feminista
Junção e inquietação de mulheres integrantes de coletivos artísticos de São Paulo, o cabaré é um manifesto com canções e poesias que provocam reflexão e debate sobre a mulher contemporânea.
Direção: Fernanda Azevedo e Beatriz Calló
Sala Multiuso
Quando: 08/03
Horário: Domingo, às 17h40
R$ 30
18 anos

Senhora X, Senhorita Y
Sob o pretexto de representar a peça “A Mais Forte”, de August Strindberg, duas atrizes e uma performer sonora se lançam em um jogo em que intercambiam diversos papéis, explorando com humor ácido as construções heteronormativas do feminino sugeridas pelo texto.
Direção: Silvana Garcia
Sala Multiuso
Quando: de 13 a 15/03
Horário: Sexta e sábado, às 19h e domingo, às 17h
R$ 30
18 anos

Plantar Cavalos para Colher Sementes: Manifestos Femininos e Feministas
Livremente inspirada no manifesto “Falo pela Minha Diferença”, do ativista chileno Pedro Lemebel, trata-se de uma peça-manifesto, na qual cada artista traduz em cena seu lugar de fala, revelando a vivência como algo que se inscreve no corpo e na carne, a experiência como discurso.
Direção: Ronaldo Serruya
Sala Multiuso
Quando: de 20 a 22/03, sexta e sábado, às 19h e domingo, às 17h
R$ 30
18 anos

2[duas]
Duas mulheres desconhecidas visitam o mesmo imóvel para alugar e, sem saber, possuem as mesmas inquietações. A incompletude e a solidão no mundo contemporâneo com ironia e humor.
Texto: Maíra de Grandi | Direção: Teatro Enlatado
Sala Multiuso
Quando: 27 e 28/03
Horário: Sexta e sábado, às 19h
R$ 30
18 anos

Deus me Dê a Confiança de um Homem Branco Medíocre
Uma mulher se encontra trancada dentro de si, perdeu a chave, esqueceu a senha e é obrigada a refazer sua trajetória para achar onde perdeu o controle da vida. Fortalezas e certezas colocadas à prova.
Interpretação e Texto: Maíra de Grandi
Sala Multiuso
Quando: 29/03
Horário: Domingo, às 17h
R$30
18 anos

Teatro Infantojuvenil

Oroboro
Fábula na qual personagens do mundo real interagem com seres míticos e imaginários. Numa estranha ilha, a serpente Oroboro bota um ovo que provoca curiosidade e cobiça dos seres que habitam o lugar.
Direção: Osvaldo Gabrieli com XPTO
Teatro
Quando: De 14/03 a 16/04
Horário: Quinta, às 14h30 e sábado e dom, às 16h
R$ 20 | a sessão do dia 19/03 terá entrada gratuita
Livre

Mais sobre o teatro
No saguão de entrada do Teatro Arthur Azevedo há um painel pintado pelo artista plástico Renato Sottomayor, que era conhecido de Roberto Tibau e também realizou outros painéis com influência do movimento cubista para o arquiteto carioca Sérgio Bernardes. Em 1976, o TAA passou por uma reforma que aumentou sua área e com cuidados de manutenção como a inclinação da plateia, que suprimiu o fosso da orquestra e aumentou a capacidade de lotação do teatro. Foi fechado no final de 2011 por problemas de infiltrações e reinaugurado em 18 de agosto de 2015, com a requalificação da caixa de palco e a instalação de recursos de cenotecnia e sistema de projeção, além de uma nova cabine de controle de som e luz, ar-condicionado, novas instalações elétricas e hidráulicas e novas poltronas na plateia. Também foi construído um prédio anexo com cobertura impermeabilizada e sombreamento.

Serviço:
Teatro Arthur Azevedo
Av. Paes de Barros, 955 – Mooca, São Paulo
Telefone: (11) 2605-8007

Fonte: Secretaria Municipal de Cultura / imagem em destaque: Facebook