Enquanto aguarda a publicação do acórdão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que determinou a nova prisão de Michel Temer (MDB), os advogados do ex-presidente preparam medidas de defesa.

Em petição enviada à Justiça do Rio de Janeiro, a defesa do emedebista alegou que Temer responde há outros processos e que há “imprescindibilidade” de que ele fique detido na capital paulista, para que possa manter contato constante com seus advogados.

Temer também pediu que possa ficar preso em uma sala de estado localizada no quartel-general da Polícia Militar de São Paulo. Da outra vez que foi detido, o emedebista ficou em uma sala da Polícia Federal, aos moldes da situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Quando o acórdão, documento que sintetiza as discussões e os fundamentos da decisão do TRF2, for publicado, Michel Temer definiu que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para obter a sua liberdade.

Outro que deve ser preso por decisão do Tribunal, o policial reformado João Baptista Lima Filho protocolou outra petição à 7ª Vara Federal do Rio. Conhecido como Coronel Lima, ele também pediu para ficar preso em São Paulo e em instalação que considere o fato de ser coronel aposentado da polícia paulista. Lima quer o direito de se apresentar espontaneamente, sem passar pela situação “vexatória” do cumprimento do mandado.

Temer e Coronel Lima são alvos da Operação Descontaminação, desdobramento da Operação Lava Jato no Rio para investigar desvios em contratos de obras na usina Angra 3, operada pela Eletronuclear.