Por que adotar uma política de home office em sua empresa?

O trabalho remoto é uma tendência em todo o mundo, com um número crescente de empresas adotando este modelo. As novas tecnologias permitem comunicação instantânea e a realização de tarefas fora do ambiente da empresa, basta que estejam inseridas em uma política de home office bem definida.

Especificamente no Brasil, a Reforma Trabalhista aprovada em 2017 regulamentou o teletrabalho. E o desejo por poder atuar em home office é uma realidade entre os trabalhadores no país. Um estudo da consultoria de recursos humanos Randstad mostrou que 7 em cada 10 trabalhadores brasileiros gostariam de trabalhar remotamente, mas não têm essa abertura oferecida nas empresas onde trabalham. É um número considerável e que pode ser utilizado pelos empregadores como fator de atração de talentos.

Vagas que possibilitem o home office serão mais disputadas no futuro e, naturalmente, haverá um universo maior de candidatos para escolha.

As empresas podem se beneficiar bastante com o home office. Vejamos alguns motivos:

Custos menores

Não é segredo que as empresas trabalham com orçamento enxuto, em que qualquer economia pode fazer a diferença no balanço mensal.

Ter funcionários trabalhando dentro da empresa representa custos constantes: água, luz, papel higiênico, materiais de escritório, café… Na ponta do lápis, isso gera uma conta grande, que pode ser reduzida com o home office e com o menor número de pessoas na empresa. Até mesmo o espaço físico da empresa pode ser reduzido se houver home office organizado em escala para os funcionários.

Além disso, existe a possibilidade de não fazer o pagamento de vale transporte para os dias em que o funcionário fizer o trabalho remoto. Menos gastos na planilha e mais economia!

Flexibilidade de horários

O horário comercial engessado, das 8h às 17h, sempre foi tradicional e ainda funciona muito bem. As demandas cotidianas atuais, porém, pedem certa flexibilidade de horários, vez ou outra.

Nos dias de home office, o funcionário cuida da própria agenda e deve encaixar as obrigações e as tarefas domésticas ou particulares.

É difícil controlar as horas efetivamente trabalhadas quando o funcionário está em casa, por isso, o melhor a fazer é sempre medir a produtividade. Uma política de home office bem elaborada pode ajudar os dois lados, empresas e colaboradores.

Maior produtividade

O deslocamento até o trabalho é um aspecto pouco considerado quando se analisa uma vaga de emprego. O dia a dia de quem sofre no trânsito, porém, é muito desgastante. Perder horas preciosas preso em engarrafamentos derruba o ânimo e, certamente, influencia na produtividade do trabalhador.

Nas grandes cidades brasileiras é normal perder quase 2 horas diariamente contando os deslocamentos para a empresa e até em casa. Ao fim de um ano, é um período considerável gasto na rua e que minou a disposição e o bem-estar do funcionário.

A política de home office pode, por exemplo, prever a alternância dias de trabalho no escritório com outros em casa, ou mesmo oferecer a possibilidade de ficar em home office uma vez por semana. A medida será um importante motivador e impulsionador de produtividade.

Equipes mais qualificadas

Adotar o home office não faz diferença apenas nos custos da empresa. Há outros benefícios intangíveis de grande impacto para o negócio: as gerações mais novas, que já nasceram conectadas e com celular na mão, veem o trabalho remoto com naturalidade e, logicamente, irão considerar melhor as vagas que tenham esse perfil.

As empresas podem aproveitar essa tendência e adotar a possibilidade de parte do trabalho ser realizado em casa como benefício aliado à concessão dos tradicionais vale-refeição e vale-alimentação da Sodexo.

Fonte: Dino / Imagem em destaque: Dino