Com promessa de entrega para junho de 2018, a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Tito Lopes, localizada na região de São Miguel Paulista (Zona Leste de São Paulo), já se encontra há meses com as obras concluídas mas… permanece com as portas fechadas para a população local.

Enquanto isso, a 400 metros dali, ou 5 minutos de caminhada, o Hospital Municipal Tide Setúbal exibe aquele cenário de caos que já se tornou um elemento recorrente na paisagem das cidades brasileiras: salas de espera superlotadas, filas intermináveis, falta de médicos, instalações médicas precárias etc.

Segundo reportagem de Elaine Granconato, da Folha de S. Paulo, a UPA Tito Lopes, cuja missão seria, entre outras coisas, desafogar o sempre lotado pronto-socorro do Hospital Tide Setúbal, está pronta há três meses. Outras três UPAs — Júlio Tupy (zona leste), Perus e Pirituba (ambas na zona norte) — estão em fase final de conclusão, embora também atrasadas em relação ao cronograma prometido.

Esse caso é mais uma manifestação da política de sucateamento dos serviços públicos levada a cabo pela direita golpista tucana, hoje representada na cidade de São Paulo por Bruno Covas, que dá continuidade à gestão iniciada pelo fascista João Doria. Nem é preciso dizer que, desde o golpe desencadeado em 2016 — com a derrubada do governo democraticamente eleito de Dilma Rousseff, a prisão ilegal e a impugnação farsesca da candidatura de Lula, com a consequente vitória fraudada de Bolsonaro nas eleições de 2018 — tal política não só ganhou em intensidade, como também em extensão. A cidade de São Paulo, sob o governo da direita tucana, reflete como nenhuma outra esse fato: os programas de privatização do patrimônio público (parques, autódromos, centros de convenções, estádios etc.) tornam-se cada vez mais agressivos, enquanto as áreas vitimadas pelo cortes de recursos públicos ficam cada vez mais numerosas (saúde, assistência social, transportes, serviços de limpeza, entre outras).

Mais do que nunca, é preciso destacar que a luta contra o governo municipal de Bruno Covas é parte integral da luta política geral contra o governo estadual de Doria e o governo de Jair Bolsonaro. Todos eles expressam a política antioperária, antipopular e antinacional que se seguiu ao golpe de Estado pró-imperialista no Brasil.