De janeiro do ano passado até março deste ano, a CPTM já gastou R$ 6 milhões para consertar os trens destruídos em atos de vandalismo de passageiros. Em 2018, foram 3.741 casos de vandalismo nos trens da CPTM, causando prejuízo de R$ 5 milhões. De janeiro a março deste ano foram registrados 759 casos, com prejuízo de R$ 1 milhão.

A linha que mais sofre com os ataques de vândalos é a 12-Safira que vai do Brás até Calmon Viana, na Zona Leste de São Paulo. No primeiro trimestre, foram quase 250 casos, mais de dois por dia nessa linha.

Com os R$ 5 milhões que a CPTM gastou em 2018 para arrumar trens vandalizados, seria possível comprar dez elevadores e quatro escadas rolantes.

Os trens atacados nas linhas são levados para uma oficina da CPTM em Osasco. Segundo a companhia, a cada dois dias um trem é levado para conserto. O problema mais comum é o de para-brisa quebrado. Neste caso, o trem leva três dias até poder voltar a circular. Cada para-brisa custa em média R$ 10 mil.

Para denunciar vandalismo em trens da CPTM não é preciso se identificar, pode enviar um SMS para (11) 97150-4949 ou pelo telefone 0800 0550121.