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Governador disse que estado vive ‘caos financeiro’ e retomada da economia depende da União.

O governador do RJ, Wilson Witzel, afirmou nesta quinta-feira (26) que terá de reavaliar as medidas protetivas contra o coronavírus caso o governo federal não socorra o que chamou de “caos financeiro” do estado. O prazo, diz Witzel, é segunda-feira (30).

“Se o governo federal, até segunda-feira, não apresentar algo que dê esperança para que as pessoas possam saber que não vão morrer de fome e não vão ter um cataclismo nas suas vidas, vai ser muito difícil continuar com essas medidas protetivas, porque nós não podemos brigar e pedir para as pessoas ficarem em casa”, destacou Witzel.

“Não podemos falar para que as empresas fiquem fechadas se quem tem condições de socorrer, que é o governo federal, e tem dinheiro pra isso, não tomar as providências. A responsabilidade passa a ser deles”, emendou.

Desde o dia 16, decretos estaduais e municipais determinaram o fechamento do comércio em todo o RJ, salvo “serviços essenciais”, como supermercados e farmácias. O transporte público para a capital está restrito a profissionais destas categorias.

Witzel também proibiu aglomerações, como em festas e em passeatas, e até o banho de mar — a PM está autorizada a fotografar e cadastrar quem for às praias. Escolas, creches e universidades estão fechadas.

Nesta quarta-feira (25), o governador conversou por videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro, de quem discordou sobre a proposta de afrouxar o isolamento, e fez um alerta sobre desobediências.

“Se cada um dos empresários tomar decisão por si de atender o pronunciamento [de Bolsonaro], poderá responder por suas ações e omissões”, disse.

‘Fiz o dever de casa’

Segundo Witzel, o estado tem feito o possível para enfrentar a pandemia do coronavírus.

“Fizemos o dever de casa no ajuste fiscal. Agora, volto aqui a dizer. Nós vamos avaliar até segunda-feira o comportamento do governo federal. Todos os governadores. Nós não podemos manter a economia parada se o governo federal não tomar as medidas que tem que ser tomadas. Não podemos pedir para autônomos, pequenos empresários, empresas ficarem paralisadas se não houver uma sinalização imediata do ministro Paulo Guedes que ele vai colocar pelo menos R$ 500 bilhões na economia, que é a cifra que nós mais ou menos imaginamos que deve ser colocada na economia”.